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Tribunal rompe contrato com FGV por causa de questão de concurso preconceituosa com justiça baiana

No último dia 15, uma questão colocada em uma prova de concurso público do Tribunal de Justiça do Ceará (TB-CE) provocou reações de protesto e repúdio do Tribunal de Justiça da Bahia e dos vários órgãos ligados ao judiciário. A questão pedia que o candidato escolhesse entre cinco opções a frase que conteria o conceito de visão positiva da Justiça. Uma das respostas era: “Existem três tipos de Justiça: a boa, a ruim e a baiana”.

A questão, considerada preconceituosa como a justiça baiana e como o estado da Bahia, recebeu o repúdio do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), do Ministério Público do Estado (MP-BA) e da Associação dos Magistrados da Bahia (AMAB), que emitiram nota protestando.

Ontem (25), o desembargador Gesivaldo Britto, presidente do TJ-BA havia anunciado que cancelaria o contrato com a FGV. “Não há condição da FGV fazer convênio conosco para cursos. Mandamos cortar todos os convênios e eles já estão cientes”, disse o desembargador. Para ele, a FGV deve fazer uma retratação pública e anular a questão da prova feita no Ceará.

Nesta quinta-feira (26), o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) confirmou, oficialmente, que romperá os convênios firmados com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mantidos por meio da Universidade Corporativa do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (Unicorp). Em nota, o TJ-BA explicou que: “Em relação aos convênios firmados entre a Universidade Coorporativa do TJBA – Unicorp e a Fundação Getúlio Vargas – FGV, está em curso a rescisão de um contrato que envolve dois cursos e um Termo de Cooperação”.

 

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