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Eleições 2020 em Conquista | Herzem, Waldenor, Salomão e Ivan Cordeiro, quem mais? Guilherme está fora? Jaymilton vai entrar?

O PT não digeriu até agora a demora na escolha do candidato a prefeito do partido nas eleições de 2016. Os grupos do então prefeito Guilherme Menezes e dos deputados Waldenor Pereira e José Raimundo Fontes não se entendiam, os principais líderes divergiam em quase tudo, especialmente sobre quem seria o nome a enfrentar Herzem Gusmão (MDB). O desencontro beirou o confronto, com eleições prévias marcadas, tendo Odir Freire indicado por Guilherme e José Raimundo e Waldenor, eles mesmos, inscritos. No final, sem disputa, acabou prevalecendo José Raimundo, que perdeu a eleição para Herzem, tendo 70.513 votos contra 95.710 do atual prefeito, no segundo turno.

Até hoje tem petistas que, sem desprezar a reação contrária ao partido e o crescimento de Herzem depois de duas eleições de prefeito disputadas, consideram que a demora na escolha do candidato e uma acusada participação pouca intensa de Guilherme Menezes, teriam contribuído para a derrota. O fato é que o PT, agora, que consertar os erros. E conta com os erros de Herzem para isso.

Como o Partido dos Trabalhadores, fazem a mesma aposta os pré-candidatos David Salomão (PRTB), vereador que foi candidato a deputado federal e obteve 23.221 votos no município em 2018, e o empresário e ex-secretário municipal Ivan Cordeiro, do PSL, do presidente Jair Bolsonaro e que ficou na primeira suplência na última eleição para vereador. Ambos apostam na chamada terceira via. Fazem um discurso ao mesmo tempo anti-PT e de questionamento do governo municipal, que tem Herzem Gusmão à frente.

Salomão tem como bandeiras principais as críticas ao que chama de má utilização de recursos por parte dos governos estadual e municipal e o recolhimento de veículos nas blitzes do IPVA. Ivan assumiu a frente pela construção de um viaduto no acesso ao Aeroporto Glauber Rocha, a construção de um centro de convenções às margens da Avenida Brumado e a regularização dos repasses da Prefeitura para a Policlínica e para a Santa Casa, no que ele e Salomão convergem.

Já no PT, os indícios são de que a escolha do candidato a prefeito mais depende dos deputados Waldenor e José Raimundo do que de outra coisa ou pessoa. Os dois indicaram o vencedor da eleição interna que elegeu o jovem Isaac Bonfim presidente do diretório municipal. A disputa era vista como o indicativo de qual seria o caminho do partido nas eleições de 2020. Guilherme apoiou Noeci Salgado. Isaac teve 711 votos e Noeci 354. Guilherme nem votou porque estava em situação irregular com o diretório, por falta de pagamento de mensalidade.

Desde o resultado da eleição interna, o silêncio de Guilherme e dos partidários mais próximos dele – que comandou a Prefeitura de Vitória da Conquista por quase 14 anos – e o aumento das manifestações do grupo dos dois deputados, têm dado a entender que o ex-prefeito não é mais a aposta principal do PT. Com a hegemonia partidária e maior presença de mídia, o coletivo integrado por José Raimundo e Waldenor Pereira caminha a passos firmes para indicar o candidato. E como José Raimundo diz que não quer mais e Waldenor afirma que agora quer, pode ser este último o nome do PT para enfrentar Herzem, apostando que o prefeito não sai da difícil situação política em que se meteu com sucessivos desgastes e uma péssima comunicação com a sociedade.

Neste ínterim, surgem em grupos de WhatsApp e conversas nos diversos ambientes políticos comentários de que um nome surgido em 2016 como opção para salvar Vitória da Conquista da dicotomia PT x MDB, consolidada nos últimos 12 anos, volta a ser alternativa. Uma reunião comandada pelo partido do senador Otto Alencar, o PSD, teria voltado a pressionar o administrador e empresário Jaymilton Gusmão Filho, presidente da Cooperativa Mista Agropecuária de Vitória da Conquista (Coopmac), a aceitar ser candidato. De saída, ele teria os apoios de PSD, PP, PL (ex-PR), Republicano (es-PRB) e setores insatisfeitos do PT.

Mas, Jaymilton continua afirmando que seus planos não incluem uma candidatura a prefeito, pelo menos agora. O presidente da Coopmac diz que sua meta prioritária é fortalecer o cooperativismo e a cooperativa que dirige, melhorar a inserção do café de Conquista no mercado, com estímulo ao surgimento de cafés especiais, do tipo gourmet, e os preparativos para a maior exposição da história da região, em junho do ano que vem.

Deixa o problema para Herzem e o PT, ambos protagonistas do processo, mas acossados pelas alternativas que despontam. Ivan, Salomão e o fantasma da terceira via darão trabalho, são pesos para mexer na balança. Mas, ainda fica a questão: Guilherme Menezes está mesmo fora?

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