Waldenor quer mesmo ser prefeito de Conquista? Mas, por que é tão sumido?

José Raimundo e Waldenor Pereira fazem mandatos quase siameses. O mesmo escritório, a mesma equipe local e regional, as mesmas entregas, as mesmas emendas (ops! isso não é possível, mas eles dizem que é) e o mesmo discurso, diferindo, apenas, no que diz respeito à eleição de 2020. Como todo petista orgânico, militante e com mandato, os dois defendem Lula Livre e chegaram a agregar o nome do ex-presidente ao próprio nome. Mas, um diz que não quer mais ser candidato a prefeito, embora seja, junto com o ex-prefeito Guilherme Menezes, apontado como o mais forte concorrente do prefeito Herzem Gusmão, e o outro confessa em círculos próximos que gostaria de ser.

Nem José Raimundo nem seu companheiro deputado federal dizem isso abertamente, mas, é voz corrente nos ambientes políticos que o entendimento no grupo dos dois é de que, agora, é a vez de Waldenor. Entendem que o ex-reitor da Uesb está pronto para a eleição e para um eventual mandato na direção da Prefeitura de Vitória da Conquista. Isso ninguém nega. Waldenor é um dos políticos mais preparados do estado. E estaria esperando há 19 anos. Porque em 2000 havia uma conversa de que Guilherme poderia cumprir só um mandato, seria a missão dele. Mas, foram quatro e quase dois de José Raimundo.

Quem há de negar que o pleito de Waldenor é legítimo? É, como é o de Herzem à reeleição, de Davi Salomão, de Ivan Cordeiro, de Marcelo Melo. A dificuldade é fazer com que o eleitorado não-petista – e parte dos petistas – se sinta atraído pelo nome do deputado federal. Mesmo obtendo grandiosas votações no município para o parlamento (foi duas vezes eleito deputado estadual e três deputado federal), Waldenor não teve muitas citações espontâneas nas últimas pesquisas de intenção de voto, na verdade, quase não foi citado. Isso ocorre porque quase ninguém pensa que ele pode ser o candidato do PT, quem vem primeiro à mente do eleitor são Guilherme e José Raimundo.

Para que seu nome ganhe densidade como candidato a prefeito, Waldenor teria que ser confirmado com pré-candidato o mais cedo possível e teria que bater muita perna, falar e ouvir fora do entorno do bairro Candeias, fazer muita foto, selfies com gente sorrindo ao lado dele, aparecer bastante nos blogs e falar e ser falado nas rádios. Para isso, ele teria que estar mais presente em Vitória da Conquista. E colocar emenda significativa no Orçamento da União para o município. Ele não tem feito direito essas duas coisas. Se formos falar de festa, como Festival de Inverno, São Pedro, os dois deputados estão sempre lá. Mas, para aparecer nas pesquisas e demonstrar que tem chance de eleição, o povo tem que ver Waldenor mais vezes – e pessoalmente – e saber o que ele faz por Vitória da Conquista. Simples assim.

Na semana passada, Waldenor estava no distrito de Quaraçu, Cândido Sales, onde entregou um caminhão-baú para a Associação de Moradores, com a presença do pré-candidato a prefeito daquele município, Jaimilton Acioly. Na sexta-feira (11), faltou à inaguração do novo SAC, no Boulevard Shopping. José Raimundo e Guilherme estavam lá. E Fabrício Falcão, que disse que também será candidato.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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