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Eleições Geral Política

Grupo acredita em eleição sem polarização em Conquista e prepara nome para enfrentar Herzem e o PT


As pesquisas de intenção de voto realizadas em Vitória da Conquista são guardadas a sete chaves. Nos últimos meses, pelo menos três grupos diferentes mandaram realizar levantamentos sobre a popularidade do prefeito Herzem Gusmão (MDB), a avaliação do governo municipal e, claro, as chances dos diversos nomes que compõem a lista de pré-candidatos que se dispõem a enfrentar o gestor municipal nas eleições de 4 de outubro do ano que vem. Mas, esses levantamentos são para consumo interno e seus dados são partilhados com poucos.

Sabe-se que o próprio governo municipal tem sua pesquisa. Por ela, o conhecimento de que, embora a situação eleitoral de Herzem ainda não esteja tão boa, ela melhorou comparando com os números do primeiro semestre. O prefeito ainda aparece atrás dos nomes do PT analisados, Guilherme Menezes, José Raimundo e Waldenor Pereira. Mas, os indicativos de melhora na avaliação da gestão, com a intensificação da propaganda e uma presença mais ostensiva de equipes trabalhando em vários pontos da cidade, dão confiança ao grupo político que quer a reeleição de Herzem, que ainda aposta no antipetismo que foi fundamental para que ele vencesse José Raimundo em 2016.

O PT (ou uma parte dele) também fez pesquisa. Vê uma posição confortável para enfrentar Herzem. Segundo alguns petistas que tiveram acesso aos números, não há razão para achar que será uma tarefa fácil, mas a diferença entre os percentuais atribuídos ao prefeito e a qualquer um dos nomes do partido é grande, a favor do PT. De acordo com essas fontes, a avaliação do governo municipal não teve mudança significativa comparando com o que mostravam pesquisas feitas no primeiro semestre, mesmo com o grande volume de propaganda e o início de obras como a pavimentação de ruas no Conveima.

E há ainda os que se movem fora das faixas herzistas e petistas e formam o grupo que entende ser possível impedir a polarização e apresentar um nome que vença a eleição e não permita a continuidade do “estilo Herzem”, cuja gestão não teria correspondido às expectativas, nem o retorno do PT ao poder municipal (mesmo que por meio de pessoas com históricos positivos),  por causa da representação de práticas não elogiáveis que teriam sido rejeitadas nacionalmente, com sequelas locais muito fortes. Para esse grupo, formado por empresários, profissionais liberais, lideranças comunitárias e políticos que já estiveram nos dois lados, as pesquisas mostram que há um espaço aberto para um projeto novo, ainda que sem um nome definido.

Os números de que dispõem mostram que cerca de dois terços dos eleitores não querem votar nem Herzem e nem no PT, segundo uma fonte. Os percentuais de intenção de voto desse levantamento são muito parecidos com os demais. Os nomes que melhor aparecem ficam na faixa acima de 20% e abaixo de 30% na pesquisa estimulada e o número de pessoas que ainda não têm um nome preferido na cabeça é maior do que todas as intenções de votos juntas. O BLOG ficou sabendo que 63% dos entrevistados indicam que votariam em outra pessoa que não fosse o prefeito ou um candidato do PT. A questão é saber essa opção – que ainda não tem identidade pessoal – conseguirá atrair o interesse desses quase dois terços.

No cenário atual, além de Herzem e de um petista ainda não nominado, há outros pré-candidatos colocados. O vereador David Salomão (PRTB) aparece nos diversos levantamentos com um percentual que oscila entre 9% e 12%. O deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB) ainda está abaixo dos 7% de votos que teve em 2016 para prefeito. O PSOL, que têm a lembrança de 1% dos pesquisados, pode ter seu candidato entre Euvaldo Cotinguiba, Mozart Tanajura Júnior e Enoque Matos. E o cabo Herling Santos Conceição, que teve 943 votos para vereador, não aparece nas pesquisas.

Nenhum destes, no entanto, na visão do grupo que busca uma alternativa à polarização Herzem versus PT, teria potencial eleitoral ou projeto político e de gestão para aglutinar o grande percentual dos que prefeririam não ter como principais opções o atual prefeito ou seus adversários históricos agrupados no Partido dos Trabalhadores. Por isso, as reuniões se sucedem e há a confiança de que logo aparecerão o nome e o rosto daquele ou daquela que, representando uma proposta eleitoral e um projeto de gestão robustos, será capaz de convencer os quase dois terços receosos em reeleger Herzem ou dar mais uma chance ao PT.

A ver.

NOTA: O BLOG NÃO TEVE ACESSO ÀS PESQUISAS, APENAS OUVIU AS INFORMAÇÕES DAS NOSSAS FONTES. ATÉ O DIA 31 DE DEZEMBRO NÃO HÁ OBRIGAÇÃO DE REGISTRO PRÉVIO DE DADOS DE PESQUISAS, SÓ A PARTIR DE 1º DE JANEIRO AS REGRAS A EXIGÊNCIA PASSA A VALER.


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Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 56 anos de idade, 40 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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