Fazenda experimental da Prefeitura de Conquista é pioneira na produção de umbu gigante


Desenvolvido pela Embrapa, podendo chegar a um peso de 4 a 5 vezes acima dos frutos convencionais, umbu gigante tem se tornado uma das opções do aumento da renda do agricultor do semiárido, considerando a sua capacidade de render muito mais polpa e suco. Em Vitória da Conquista, a Prefeitura Municipal desenvolve o projeto desde 2007, com o propósito de incentivar a produção regional da cultura do umbu.

A Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Semagri) mantém a fazenda experimental da Pedra Mole, próximo ao Distrito de Bate-pé, a cerca de 30 quilômetros da cidade. Criada por meio de uma parceria entre Prefeitura e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a fazenda possui, em 10 hectares, 730 pés de umbu, mantidos e cultivados pela Semagri.

Segundo o agrônomo da Prefeitura, Dilermando Fonseca, o projeto de produção da fazenda experimental em Vitória da Conquista é pioneiro no Brasil. “Aqui na Pedra Mole, desenvolvemos um trabalho de plantio, com um viveiro de mudas para a distribuição, principalmente da variedade “umbu gigante”, cujo fruto chega a ser dez vezes maior que as demais variedades”, explica.

O coordenador de agricultura, Eduardo Castro, explica que o produtor que desejar obter mudas, poderá pedir na Semagri. “Basta que o produtor interessado nos solicite as mudas, que iremos disponibilizar ainda uma consultoria sobre o manejo da planta, desde o plantio até a colheita”, explicou. Eduardo destaca que um umbuzeiro pode ser uma importante fonte de renda, sobretudo para um pequeno produtor. “O umbu é um fruto muito apreciado, cada vez mais presente em grandes centros urbanos e a variedade gigante, por proporcionar frutos maiores, geram um incremento ainda maior na produção por cada planta”, garante.

A partir deste mês, a fazenda Pedra Mole passou a contar com o trabalho dos detentos do projeto Começar de Novo, promovido da Prefeitura Municipal desde o ano passado, apoiando na ressocialização de apenados por meio do trabalho. O projeto, oferece a detentos do regime semiaberto uma oportunidade e, em troca, têm os dias trabalhados comutados à pena.que, além de desempenhar atividades laborais, aprendem a cultivar e a produzir mudas. “Além de dar uma nova chance na vida dessas pessoas, a Prefeitura ainda permite a eles que aprendam um ofício, o que pode significar uma fonte de renda no futuro”, finaliza Eduardo.

MAIS SOBRE O UMBU

Originária do semiárido brasileiro, a espécie Spondias Tuberosa, popularmente conhecida como umbuzeiro, produz um fruto de polpa doce, aromática e rica em vitamina C. Além disso, sua raiz pode armazenar até mil litros de água em seus tubérculos. Por essa característica, a planta foi mencionada pelo escritor Euclides da Cunha, em sua obra “Os Sertões” – que retrata a Guerra de Canudos -, como “a árvore sagrada do sertão”.

 

Apesar da resistência da planta, capaz de suportar os climas mais áridos da caatinga, o umbuzeiro corre risco de extinção devido à falta de procura por parte da maioria dos agricultores.”A principal dificuldade que a cultura do umbu encontra é que os produtores tendem a optar pela criação de rebanhos, que consomem os brotos, dificultando o desenvolvimento da planta”, conta o agrônomo Dilermando Fonseca.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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