Sucessão municipal em Salvador | Wagner diz que podem ser até três candidatos da base


Em 2016, o Partido dos Trabalhadores não lançou candidato a prefeito de Salvador, emprestou um tímido apoio à deputada federal Alice Portugal, do PCdoB, que concorreu com a deputada estadual Maria Del Carmen, do PT, na vice. A eleição foi vencida por ACM Neto (DEM) no primeiro turno, com 73,99% dos votos. Alice teve 14,55% e depois dela veio o então deputado estadual Pastor Sargento Isidório (Avante), com 8,61%.

Para 2020, sem Neto na disputa – e ainda decidindo quem do grupo poderá ser seu sucessor -, o PT deve ter candidato, só não sabe ainda quem. Além dos nomes do partido, há ainda os prováveis pré-candidatos da base de apoio ao governador Rui Costa, entre os quais o Pastor Isidório, que agora é federal, depois de obter 14% dos votos da capital em 2018. O PCdoB já adiantou que deve sair com Olívia Santana, que está em seu primeiro mandato de deputada estadual. Mas, há outros nomes da base pleiteando o apoio do governador e do PT.

Em entrevista exclusiva ao BLOG, durante passagem por Vitória da Conquista, no sábado (14), o senador e ex-governador do estado por duas vezes, Jaques Wagner, preferiu não citar os pretendentes do partido, mas citou Isidório, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani e o deputado federal e presidente do Podemos, Bacelar. Segundo Wagner, o Partido dos Trabalhadores em Salvador deve fugir do dilema de ser obrigado a ter candidato e de não poder ficar sem ter candidato e que o governador Rui deve começar logo o processo para definir com quem o PT deve marchar e ou quais candidatos da base apoiar.

“Tem vários nomes colocados pelo PT para Salvador e eu prefiro não listar, porque são muitos, para depois não dizer que esqueci de alguém. Mas, Rui precisa começar esse processo e deve começar agora, antes do fim do ano, pra gente chegar no ano que vem já com algum grau de decisão tomada”, afirmou Jaques Wagner. De acordo com ele, podem sair vários candidatos do mesmo campo e que um pode ser do PT, mas a quantidade não deve passar de três, para não dispersar os votos. “Eu acho que a gente não é obrigado a ter um único nome para disputar. Na base do governador Rui ele pode ter dois ou três candidatos. Quatro eu acho que é demais, dispersaria muito”.

Para ele, a eleição de 2020 é uma grande oportunidade para o “campo social” voltar à Prefeitura da capital do estado, o que não ocorre desde que Lídice da Mata foi prefeita, entre 1º janeiro de 1993 e 31 dezembro de 1996. “Já está em tempo de alguém do nosso campo ser prefeito lá. Toda disputa é difícil, mas gente tem tudo para chegar no segundo turno da eleição e ganhar”.

BLOG – Senador, como senhor vê o cenário em Salvador? Já existe um nome para concorrer pelo PT?

JAQUES WAGNER – Repare, em Salvador, eu diria que não precisamos ficar em nenhum dos dois extremos. Nem o PT não pode não ter candidato, nem o PT é obrigado a ter candidato. Então, evidentemente que a gente vai analisar os nomes. Tem vários nomes colocados pelo PT para Salvador e eu prefiro não listar, porque são muitos, para depois não dizer que esqueci de alguém. Mas, Rui precisa começar esse processo e deve começar agora, antes do fim do ano, pra gente chegar no ano que vem já com algum grau de decisão tomada. Mas, tem vários nomes nossos, como tem nomes, por exemplo, como de Isidório, que é da nossa base, o nome de Bacelar, do Podemos, também da nossa base, e o atual presidente do Bahia, que é um nome cogitado, ele não é filiado a nenhum partido, portanto teria que decidir em que partido se filiar. Mas eu também acho que a gente não é obrigado a ter um único nome para disputar. Na base do governador Rui ele pode ter dois ou três candidatos. Quatro eu acho que é demais, dispersaria muito. Toda disputa é difícil, mas, na minha opinião, eu acho que a gente tem tudo para chegar no segundo turno da eleição e ganhar. Rui está muito bem avaliado, a avaliação do presidente Lula também é muito boa. Eu diria assim: o PT nunca governou [Salvador] e desde Lídice, que foi a última prefeita desse campo mais social, a gente nunca mais voltou à Prefeitura [de Salvador], então, na minha opinião, já está em tempo de alguém do nosso campo ser prefeito lá.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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