Lula não vai morar na Bahia, diz Wagner. E fala ainda de unidade da base e de 2022

O senador Jaques Wagner (PT), ex-governador da Bahia duas vezes, esteve em Vitória da Conquista no dia 14 deste mês, quando participou de atividades dos deputados Waldenor Pereira e José Raimundo Fontes, do mesmo partido que ele. Na ocasião, Wagner defendeu o nome de José Raimundo para candidato a prefeito no município e disse que o anúncio deveria acontecer logo, antes do Natal. O PT de Vitória da Conquista decidiu que só divulgará oficialmente no dia 10 de fevereiro.

O BLOG entrevistou – com exclusividade – o senador sobre a política em Conquista, Itabuna e Salvador, além de abordar sobre o clima na base do governador Rui Costa, considerando notícias que aparecem na imprensa dando conta de uma certa competitividade entre aliados, como o senador Otto Alencar (PSD) e o vice-governador 23João Leão (PP), que almejariam ser candidatos à sucessão de Rui em 2020, eleição para a qual setores proeminentes do PT defendem o nome do próprio Jaques Wagner.

Lembrando da relação antiga e muito próxima de Wagner com o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, com quem milita desde a criação do PT e de quem foi ministro nos dois mandatos, e a especulação de que Lula estaria disposto a se mudar para a Bahia, tendo escolhido como endereço o Corredor da Vitória, perto de onde mora o ex-governador, de acordo com jornalistas e políticos de oposição, o BLOG quis saber de Jaques Wagner se a informação pode ser confirmada. Ele disse que não.

“O presidente Lula não vai morar em Salvador. Ele falou aquilo porque ele é apaixonado pela Bahia. Mas, os filhos estando em São Paulo, eu creio que ele vai ficar em São Paulo mesmo. É minha opinião. Mas, se quiser vir para a Bahia é um orgulho para todos nós”, falou Wagner, que também respondeu sobre o entendimento entre os principais líderes da base do governador Rui Costa, negando problemas de relação.

“Eu acho que o grupo é um grupo muito unido. Acho que a gente conseguiu construir um grupo onde todo mundo cresce. Eu acho que esse é o segredo da manutenção do grupo, não tem uma coisa só de um partido, do meu partido, crescer, ao contrário: todo mundo cresce. E essa é arte de a gente manter o grupo unido”, explicou o senador petista, que enfatizou: “Agora, eu acho que todo mundo tem direito e legitimidade de pleitear, mas briga não tem não. Não vamos brigar, não”.

E se ele for o candidato a governador, a harmonia permanece. Jaques Wagner diz não tem como responder a questão nestes termos, já que ele não é candidato a governador. Nem ele nem ninguém no grupo, porque seria antecipar muito. Além disso, ele propõe que o PT, partido dele e de Rui Costa, avalie novas alternativas.

“Está muito cedo ainda. Não passou nem pela eleição de 2020. Eu estou pregando a renovação no partido, esta é a minha bandeira maior. Acho que o partido não pode ficar refém, prisioneiro de um ou de dois nomes. Eu acho que o partido tem que criar nomes. Rui também quando foi apresentado não era conhecido e hoje está aí consolidado. Então, na minha opinião, está cedo, vamos esperar passar as eleições de 2020 e vamos ver o que a gente prepara pra 22”, afirmou Wagner.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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