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Sem nome do PT e da tal terceira via, ano termina com quatro pré-candidaturas a prefeito de Conquista


Os comissionados do governo municipal e os seguidores do prefeito Herzem Gusmão (MDB) virarão o ano de 2019 para 2020 empolgados com o que consideram uma significativa recuperação da avaliação positiva da administração e da imagem política do gestor, depois de dois anos e meio de desgastes e números ruins em pesquisas de opinião pública.

O entusiasmo dos herzistas ganhou intensidade com a aprovação de mais dois empréstimos na Caixa, somando, desde dezembro do ano passado, R$ 105 milhões, dinheiro que, acreditam, garante ação da Prefeitura em 2020 capaz de garantir a reeleição do prefeito. Para isso, contam com as máquinas presentes nos bairros e o asfalto cobrindo as ruas, como já acontece no Conveima 1, Miro Cairo e Henriqueta Prates.

OS ADVERSÁRIOS DE HERZEM

O PCdoB passa para 2020 convicto de que precisa da candidatura do deputado estadual Fabrício Falcão a prefeito para aumentar sua bancada na Câmara de Vereadores e ao mesmo tempo buscar o crescimento eleitoral que permita a Fabrício uma reeleição mais tranquila do que foi em 2018 ou mesmo lhe cacife a disputar um lugar de deputado federal. Fabrício já foi candidato a prefeito em 2016, ficando em terceiro lugar, com 11.502 votos. Em 2018, ele teve 12.661.

David Salomão (PRTB), com sua ostensiva briga com quase todo mundo da política e bandeira no combate à corrupção, da qual escolheu como alvo-símbolo a deputada federal do PSL, Dayane Pimentel, manteve a coerência dos discursos histriônicos e, com isso, aparece nos levantamentos com intenções de votos na casa dos dois dígitos, o que o torna um nome forte para a eleição de prefeito, capaz de atrapalhar os planos do PT e do MDB. David foi o único vereador a votar contra a autorização para Herzem contrair empréstimos de R$ 60 milhões na Caixa em nome do município.

O PT fecha o ano tendo dois nomes e não tendo ainda nenhum. Diferente de 2015, quando em dezembro se debatia internamente com vários nomes, como o ex-secretário Odir Freitas, apresentado pelo ex-prefeito Guilherme Menezes, e os deputados José Raimundo e Waldenor Pereira, apresentados pelo seu grupo, desta vez já não há mais o embate direto entre Guilherme e a dupla de parlamentares. O ex-prefeito retirou-se da disputa, abrindo caminho para o anúncio do pré-candidato antes do Natal, como sugeriu o senador e ex-governador Jaques Wagner.

Muita gente achou o PT passaria a 2020 com seu nome escolhido, já que José Raimundo e Waldenor são do mesmo coletivo e dividem tudo, escritório, assessoria, emendas, portanto, não teriam dificuldade para escolherem entre si quem seria o pré-candidato. Mas, o PT, comandado em Conquista, pelo grupo dos dois deputados, optou por marcar o anúncio da candidatura para 12 de fevereiro.

Tanto José Raimundo (à esq.) quanto Waldenor podem ser indicados pelo PT

PROJETO SEM NOME

Já a chamada opção de terceira via não surgiu. Sabe-se que aconteceram várias reuniões para discutir como se apresentar para a população. Vários nomes já foram mencionados, a maioria negou interesse. Fala-se em preparar um projeto de gestão e só depois procurar quem tenha condição de administrar, a partir de condições definidas pelo grupo, sem arroubos individuais. Algo como costurar o paletó para depois achar quem caiba dentro.

Segundo o empresário Onildo Oliveira Filho, do Labo, um dos entusiastas da proposta alternativa à polarização entre Herzem e o PT – com quem o BLOG conversou há um mês – subgrupos de trabalho receberam a incumbência de diagnosticar e apresentar propostas para áreas e temas específicos, como saúde, educação, desenvolvimento econômico e transporte. Os estudos serão agregados para se transformar no possível programa de governo a ser apresentado à população. Quem, pessoalmente, teria o papel de ser o condutor do processo, no entanto, ainda não foi definido.

Jaymilton Gusmão Filho, presidente da Coopmac, nega interesse, não é ele o nome, diz. O próprio Onildo vai na mesma linha e afirma que apoia o projeto, mas não pensa no indivíduo, muito menos em ser ele o candidato. José Maria Caires, sugere nomes, mas não se coloca na lista. Até o coronel Ivanildo da Silva já foi incluído como opção para a terceira via, mas, prestigiado com o governador Rui Costa e na PM, com excelente serviço à frente do Comando de Policiamento da Região Sudoeste, ele refutou a possibilidade de entrar para a política.

Ficam, ainda, na lista, em comentários nas redes sociais e em conversas longe do eleitor, o ex-reitor da Uesb, suplente de senador e ex-candidato a prefeito em 2012 quando teve 7,23% ou 11.344 votos, Abel Rebouças (PSD) e o ex-secretário de Educação no governo Herzem e duas vezes candidato a vice-prefeito, Marcelo Melo, que migrou dos campos de ACM Neto e Bolsonaro para o PSD de Otto Alencar e da base de Rui Costa. Se há outro, não se fala nele na imprensa.

E ainda tem Romilson Filho que, a cada eleição recria um grupo independente, reunindo partidos menores ou sem maior protagonismo para lançar candidatos às eleições proporcionais. Em 2016, dos partidos que eram ditos do grupo, elegeu-se David Salomão, vereador. Romilson era do PDT na época e fez de tudo para encaixar a vice de José Raimundo (PT), sem sucesso. Chegou a anunciar a conhecida advogada e tabeliã Eny Vargens como pré-candidata a prefeita, mas não deu certo e quem acabou concorrendo foi o publicitário Roberto Dias, que obteve 1.975 votos que nem foram computados pois ele ficou inelegível por problemas de documentação. Em 2020, Romilson Filho diz que o candidato do grupo independente vai ser ele mesmo, desta vez pelo PP, do vice-governador João Leão. E promete surpreender.

—– NA FOTO EM DESTAQUE, EM SENTIDO HORÁRIO: HERZEM, FABRÍCIO, SALOMÃO E ROMILSON

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