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Conquista | Depois de 4 anos ninguém foi punido pelos assassinatos da pastora Marcilene e sua sobrinha Ana Cristina

No domingo, 19, completou quatro anos que, após terem sido sequestradas, a pastora e professora da Uneb Marcilene Oliveira Sampaio, então com 38 anos, e sua sobrinha Ana Cristina Santos Sampaio, com 37, foram assassinadas a pedradas. Os corpos foram encontrados em uma área de mato às margens da estrada Vitória da Conquista – Barra do Choça. O crime, segundo relato dos executores, foi a mando do pastor Edimar da Silva Brito, por não aceitar o crescimento da nova igreja implantada por Marcilene, que já teria atraído cerca de 80% dos fiéis e com eles suas contribuições. Os assassinatos, com requintes de crueldade, chocaram Vitória da Conquista. A comoção estendeu-se a quem é evangélico e a quem nem religião tem.

Os executores, que chegaram a confessar os crimes, segundo notícias da época, teriam sido outro pastor, Fábio de Jesus Santos, e o vigilante Adriano da Silva. Este foi o único a ficar preso por causa do crime, tendo sido condenado a 39 anos de prisão pelo Tribunal do Júri, no dia 19 de outubro do mesmo ano do crime. Mas, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia, tendo como relator o desembargador Nilson Castelo Branco, declarou a nulidade integral da pronúncia dos pastores Edimar Brito e Fábio de Jesus e de Adriano, anulando o julgamento que o condenara.

O vigilante teve outro julgamento, no dia 6 de novembro do ano passado, quando foi absolvido. Na defesa, feita por Defensores Públicos da capital do estado, foi sustentado que Adriano não foi responsável pelas mortes das duas mulheres, não teria sido o executor, como apontado pela polícia. O Ministério Público recorreu da sentença e quer a realização de outro julgamento.

Em junho do ano passado, o juiz de Direito Reno Viana Soares, da Vara do Júri e Execuções Penais de Vitória da Conquista, novamente pronunciou os três acusados das mortes de Marcilene Oliveira e Ana Cristina Sampaio, determinando que todos fossem julgados pelo Tribunal do Júri, decretando outra vez a prisão de todos eles. Edimar Brito e Fábio de Jesus conseguiram sair da cadeia e se livrar dos júris, graças a recursos. Eles foram pronunciados duas vezes pela Justiça em Vitória da Conquista, mas o Tribunal de Justiça da Bahia deu provimento aos recursos deles. Ambos são defendidos pelo mesmo advogado, de Itabuna.

Edimar, apontado como mandante do crime, foi preso em outubro passado denunciado por estupro praticado contra a enteada, em Itapetinga. Ele ainda está no Conjunto Penal de Vitória da Conquista, mas não pela execução da pastora Marcilene e sua sobrinha Ana Cristina. Não se sabe o paradeiro de Fábio.

Os processos continuam correndo na Justiça.

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