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“Nem escola particular tem lá, porque não tem demanda. Não posso fabricar dinheiro”, diz Rui sobre fechamento de colégio na Vitória

Em entrevista ao radialista Mário Kertész, da Rádio Metrópole, na manhã desta segunda-feira (27), o governador Rui Costa (PT) disse estar surpreso com a repercussão do fechamento do Colégio Estadual Odorico Tavares, localizado na Avenida Setembro, no bairro da Vitória, na capital, que vem sofrendo com a perda de alunos a cada ano, chegando a cerca de 300 estudantes matriculados em 2019, quando tinha capacidade para mais de 3 mil.

Ainda em recuperação de uma cirurgia realizada no início de janeiro, o governador se solidarizou com os ex-alunos, mas deu a decisão como irreversível em prol de melhorias: “A minha sensibilidade maior é com quem estudou lá, que tem memória afetiva com a escola. Naquele local, nem escola particular tem porque não tem demanda pra isto. Respeito quem pensa diferente, mas não posso fabricar dinheiro. Nós vamos vender não somente este imóvel, mas outros também pra construir mais escolas”.

Rui explicou que seu pensamento é de que os equipamentos de qualidade podem e devem estar onde o povo mora e afirmou que, “na polêmica, fico do lado do povo, de onde eu vim. A escola serve de referência não somente para aprendizado stricto sensu, serve para a prática cultural. Um equipamento educacional em comunidade pobre tem uma função social extraordinária porque vai ser usado nos 365 dias no ano, não apenas nos dias que tiver aula. Salvador praticamente não tem equipamento de convivência social nas comunidades pobres”.

Ainda na entrevista a Mário Kertész, o governador informou que, nesta semana, publicará licitações para construção de novas escolas em bairros como Lobato, Paripe, Cabula (Estrada das Barreiras), São Cristóvão, Pau da Lima, Imbuí, Fazenda Grande do Retiro e Vila Canária, além de diversas unidades no interior e região metropolitana, a exemplo de Teixeira de Freitas, Candeias, Lauro de Freitas e a comunidade quilombola de Laje dos Negros, em Campo Formoso, que já será inaugurada em março do presente ano.

Segundo Rui, até o fim do segundo mandato (2022), serão mais 60 escolas completas, com 35 salas de aula climatizadas, quadra cobertura, biblioteca, piscina, teatro e refeitório.

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