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Prefeitura de Conquista descarta aumento de passagem do transporte coletivo


Está aberta a temporada dos reajustes de passagens dos ônibus urbanos. Apesar de ser ano eleitoral, quando os gestores se preocupam com medidas que possam se tornar impopulares, vários prefeitos de municípios baianos já decretaram reajuste nas tarifas, a exemplo de Feira de Santana e Itabuna. Em Salvador, o prefeito ACM Neto já disse que está previsto um reajuste, mas relacionado a aumento de 300 ônibus na frota e melhoria do serviço. A tarifa na capital é R$ 4,00.

Naturalmente, também surge preocupação com Vitória da Conquista, se haverá reajuste ou não. A Secretaria de Comunicação (Secom) afirma que o prefeito Herzem Gusmão não cogita mexer no valor da tarifa dos ônibus urbanos, apesar do prejuízo de mais de R$ 3,5 milhões com a operação direta com ônibus alugados da Viação Rosa. Apesar do baita prejuízo, Herzem prefere manter a operação direta e não há sinal de licitação.

Em Feira de Santana, houve um reajuste de 5,156% e o preço das passagens do transporte coletivo agora é R$ 3,78 para usuários do cartão Via Feira, e R$ 4,15 para quem pagar em dinheiro. Pagando com cartão o passageiro feirense paga menos do que em Vitória da Conquista, onde a passagem já custa R$ 2,80 desde outubro de 2018. Outra diferença é que, em Feira, o aumento foi deliberado no Conselho dos Transportes, que em Conquista nem é ouvido e nem se reúne.

O prefeito Fernando Gomes, de Itabuna, também aumentou o preço da passagem de ônibus, em decreto assinado ontem (30), para valer dentro de um mês. Com o reajuste de 15,5%, a passagem sai de R$ 3,20 para R$ 3,70. Dez centavos a menos que em Conquista.

CASO DE CONQUISTA

A Prefeitura de Vitória da Conquista optou por não fazer licitação para escolha da empresa que deveria operar as linhas do lote 1, que eram da Viação Vitória, e uma só empresa, a Viação Cidade Verde, atua na cidade operando o lote 2. Para operar ela mesma as linhas do lote 1 a Prefeitura aluga ônibus da Viação Rosa, ao custo de R$ 2.619.550,00 por mês. Um novo contrato foi assinado até o dia 7 de junho, totalizando R$ 15.717.300,00.

No ano passado, a operação direta com ônibus alugados deu um prejuízo de R$ 3.529.989,54, o que poderia ser um fator de pressão para um reajuste no preço das passagens, mas a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) nega e diz que não há previsao para aumento.

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