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O insistente sonho da “terceira via”, ainda vivo, ameaça mais o PT do que Herzem

O BLOG recebeu na manhã desta sexta-feira (13) uma mensagem curta: “Cori se reuniu agora com Otto”. Cori é o vereador Coriolano Moraes, do PT, a quem se chama na Câmara Municipal de Professor Cori. Otto é o senador Otto Alencar (PSD), eleito na base do governador Rui Costa, com apoio total do PT. A reunião a que a fonte se refere seria mais uma da série PSD quer um nome para ser a terceira via, cujo objetivo seria quebrar a polarização entre o PT, que deve ter Zé Raimundo como candidato, e o prefeito Herzem Gusmão (MDB).

No que deu a reunião? A fonte não sabe ou não quis nos dizer. Pode ter sido selado um acordo para Cori sair do PT, coisa que ele sonha fazer desde 2016, e ingressar no PSD, partido comandado por Otto na Bahia e em Vitória da Conquista pelo ex-reitor da Uesb, Abel Rebouças São José. A migração daria a Cori o direito de ser candidato a prefeito, é o que dizem.

Mas, diante de um cenário politico complicado como o de Vitória da Conquista, em que Herzem ainda está atrás de Zé Raimundo nas pesquisas mais recentes, mas tem registrado crescimento contínuo (sabe-se que pesquisas do início 2019 davam o prefeito oscilando entre 9% e 11% nas intenções de voto e que hoje apresenta números que passam de 23%), a tarefa do PT é tentar vencer no primeiro turno – o que Herzem também deseja.

No entanto, uma candidatura de qualquer dos partidos da base do governador Rui Costa, em especial o PSD e o PP, pela forte representação simbólica (o PP é do vice-governador João Leão, unha e carne com Rui) e pelo tempo de TV, causaria mais prejuízo a Zé Raimundo do que a Herzem. Bem mais. Imaginamos que Otto saiba disso ou que, algum momento, Rui Costa e Jaques Wagner vão dizer isso a ele.

Cori teve 4.020 votos para vereador em 2012, foi o segundo mais votado, atrás apenas de Lúcia Rocha (DEM). Egresso da Secretaria Municipal de Educação, da qual foi secretário, teve apoio integral da máquina governista do PT, quando Guilherme era prefeito. Em 2014, ele foi candidato a deputado estadual, nas mesmas condições, e teve 13.522 votos em Vitória da Conquista, permitindo presumir que ele poderia ter uma votação para vereador em 2016 melhor que a de 2012, mas não aconteceu e Cori ficou com apenas 1.819 votos, atrás de 17 outros candidatos.

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