Coronavírus | Uesb mantém rotina de aulas, mas suspende atividades com mais de 100 pessoas, a exemplo de formaturas

CONFIRA A NOTA DA REITORIA DA UESB

Coronavírus, Covid-19 e seus impactos no funcionamento das atividades
acadêmicas e administrativas da Universidade

Nota Oficial e esclarecimentos da Reitoria da Uesb

Na última quarta-feira, dia 11 de março, a Organização Mundial de Saúde (OMS)
declarou que a disseminação da Covid-19 deve ser caracterizada como uma
“pandemia”. Covid-19 é a denominação adotada pela OMS para identificar a
doença provocada pelo novo coronavírus (classificado cientificamente como
SARS-CoV-2). A declaração da OMS significa o reconhecimento de que a
epidemia da doença alcança, hoje, todas as regiões do planeta. Há cerca de dois
meses, o coronavírus e a Covid-19 pareciam circunscritos a algumas regiões da
Ásia, mas, hoje, eles já têm presença confirmada em dois municípios da Bahia
(Feira de Santana e Salvador).

A Covid-19 ataca principalmente os pulmões. Segundo as autoridades médicas,

a doença tem baixa letalidade entre crianças e adultos até 59 anos, mas pode
evoluir para casos graves e até para óbito entre idosos e crianças ou adultos
portadores de doenças crônicas ou acometidas de problemas
respiratórios/pulmonares preexistentes.

Como o vírus se propaga facilmente, de uma para outra pessoa, pelo ar ou por

contato com superfícies que estejam impregnadas por gotículas que carregam
vírus da pessoa infectada (mãos, rosto, objetos – copos, talheres, celulares etc.),
a disseminação da doença tem levado a constantes questionamentos quanto à
necessidade de suspensão de atividades de ensino (tanto de ensino básico
quanto de ensino superior) já que tais atividades costumam evolver grupos de
40 a 60 pessoas, entre estudantes e professores.

Neste sentido, a Reitoria da Uesb divulga a presente nota para esclarecer e

divulgar decisões que deverão ser implementadas, nos três campi da
universidade, a partir do dia 16 de março (segunda-feira).

Para esclarecer: estágios de transmissão do novo coronavírus

No dia 12 de março, quinta-feira, um dia após o reconhecimento da Covid-19
como “pandemia”, a Sociedade Brasileira de Infectologia, filiada à Associação
Médica Brasileira (AMB) divulgou Informe Oficial em que recomenda fortemente,
neste momento, a manutenção das atividades de ensino por parte das
instituições, tanto de educação básica como de educação superior: “Neste
momento da epidemia no Brasil não está recomendado fechar escolas ou
faculdades ou escritórios. […] O fechamento de escolas em cidades em que os
casos são importados ou a transmissão é local pode ser prejudicial para sociedade!”

Para ficar claro, as autoridades médicas e sanitárias reconhecem três estágios

no processo de transmissão do coronavírus e de expansão da Covid-19:
a) Transmissão por “casos importados”: quando a presença do coronavírus
envolve indivíduo que esteve em países estrangeiros, lá contraiu o vírus
e veio a desenvolver a doença no Brasil;
b) Transmissão local: quando a pessoa contaminada contraiu o vírus no
Brasil, mas é possível identificar a pessoa ou as pessoas com quem este
indivíduo manteve contato e que levaram ao contágio;
c) Transmissão sustentada ou comunitária: quando as autoridades
sanitárias atestam casos confirmados de contaminação sem que seja
possível identificar as pessoas que transmitiram o coronavírus ao
paciente.

Assim, o que as autoridades médicas, no Brasil, recomendam é que a suspensão

de atividades de ensino somente ocorra quando existem casos confirmados de
“transmissão sustentada ou comunitária” do coronavírus. Isto porque a “fechar
escolas, faculdades ou escritórios” é medida de alto impacto social e baixa
eficácia para conter a propagação do vírus quando não acompanhada de outras
ações de afastamento social. Para estas autoridades competentes, nos casos
de transmissão por casos importados ou transmissão local, a ação adequada é
o afastamento ou isolamento apenas dos indivíduos identificados como
portadores do vírus e das pessoas que mantiveram contato direto com eles. A
suspensão de atividades de ensino somente deve ser adotada, junto com outras
medidas, quando as autoridades sanitárias já não conseguem identificar os
indivíduos transmissores do vírus e, portanto, a ação de afastamento e
isolamento deve ser ampliada.

Vale registrar que, até o momento, dia 14 de março, somente dois municípios no

Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) registraram casos de transmissão
comunitária do novo coronavírus. Na Bahia, todos os casos confirmados
envolvem transmissão por “casos importados” ou por transmissão local. Nos
municípios em que a Uesb atua não foi identificado, até agora, nenhum caso de
ocorrência da Covid-19.

A avaliação das autoridades médicas brasileiras tem sido corroborada pelas

autoridades pública de saúde no Brasil e na Bahia, pois tanto o Ministério da
Saúde como a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia têm desaconselhado a
suspensão de atividades escolares e acadêmicas enquanto não forem
confirmados casos de presença do vírus nos municípios ou enquanto os casos
que venham a ser confirmados possam ter identificada a fonte do contágio. E,
nesta linha, praticamente todas as universidades brasileiras decidiram, ao longo
desta semana, pela manutenção das suas atividades de ensino, de graduação e
pós-graduação, com restrições para atividades que envolvam grandes eventos
(congressos, solenidades de formatura etc.) e deslocamentos para o exterior ou
outros estados.

Neste momento, dia 14 de março, as atividades de ensino estão suspensas ou

em processo de suspensão em dois estados, São Paulo e Rio de Janeiro, por
decisão dos chefes do poder executivo, motivada principalmente pela
constatação de transmissão sustentada/comunitária do coronavírus nas suas
capitais.

Em nossa co-irmã, Uesc, houve deliberação, na última quinta-feira, dia 12 de

março, de adiamento, por uma semana, do início do semestre letivo 2020.1. A
universidade se encontrava em período de férias docentes, após o término do
semestre 2019.2 (alterado, em função da greve docente do ano passado), com
retorno previsto para o dia 16 de março (segunda-feira próxima), e decidiu adiar
este retorno em uma semana, para dia 23 de março.

Manutenção das atividades de ensino de graduação e pós-graduação


Seguindo as orientações das autoridades médicas, como a Sociedade Brasileira

de Infectologia/Associação Médica do Brasil, das autoridades sanitárias, como a
Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), e em linha com o
entendimento adotado pela grande maioria das universidades públicas
brasileiras, a Reitoria da Uesb indica pela manutenção, neste momento, de suas
atividades de ensino, em nível de graduação e de pós-graduação, bem como de
suas atividades administrativas e institucionais.
Esta decisão poderá ser modificada, a qualquer momento, em função de
possíveis modificações no cenário atual de propagação do coronavírus ou por
novas avaliações das autoridades médicas e sanitárias do Brasil e da Bahia.
Suspensão de atividades especiais
Também em linha com as ações adotadas pelas universidades brasileiras neste
momento de expansão da doença Covid-19, em especial na Bahia, a Reitoria da
Uesb indica pela suspensão, pelo prazo mínimo de 30 dias, das seguintes
atividades:
a) congressos, simpósios, encontros acadêmicos, que envolvam previsão
de público acima de 100 (cem) pessoas;
b) solenidades de colação de grau para concluintes dos cursos de
graduação;
c) aulas práticas ou aulas de campo em municípios diferentes do campus
sede do curso;
d) atividades de extensão dirigidas especificamente à população com idade
acima de 60 anos;
Em próximo informe, a ser divulgado no dia 17 de março, a Reitoria emitirá
orientações relativas a outras atividades, como bancas de mestrado ou
doutorado envolvendo avaliadores oriundos de outros estados da federação.

Ações individuais de prevenção
De toda forma, sempre é importante reforçar ações individuais básicas de
prevenção que devem ser adotadas por todos da comunidade universitária,
neste momento e também em outros, quando, possivelmente, se intensificar a
propagação do vírus:
 lavar frequentemente as mãos com água e sabão por 20 segundos ou
utilizar á
lcool em gel a 70%;
 ao espirrar ou tossir, cobrir nariz e boca com o braço ou com lenço
descartável;
 evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
 manter os ambientes bem ventilados;
 não compartilhar objetos pessoais, como talheres, toalhas, pratos e
copos.
A administração central também orienta a qualquer integrante da comunidade
acadêmica que apresentar sintomas como tosse, febre, espirro, calafrio, falta de
ar, dor de cabeça e dificuldade para respirar, que permaneça em casa pelo
período de cinco dias e comunique ao chefe imediato (no caso de docentes e
técnicos) e à coordenação do Colegiado do Curso (discentes). Caso os sintomas
se agravem, em qualquer momento, ou persistam por período superior, procurar
a unidade de saúde mais próxima de sua residência.
Pandemia significa crise de saúde pública. Ou seja, é uma ameaça à saúde e à
vida de todos. Para enfrentá-la é necessário compromisso com o público, com o
outro e consigo. Cuidando adequadamente de si, estaremos nos protegendo,
protegendo os que nos são próximos e queridos, e, ainda, contribuindo para as
políticas de saúde pública.
Monitoramento do cenário e interlocução com instituições sanitárias e
acadêmicas
No dia 12 de março, quinta-feira passada, o Fórum dos Reitores das
Universidades Estaduais da Bahia solicitou reunião de emergência envolvendo
as quatro reitorias e mais a Secretaria da Educação (SEC) e a Secretaria da
Saúde do Estado da Bahia (Sesab), para tratar especificamente das avaliações
médicas e sanitárias a respeito da propagação do coronavírus na Bahia e seus
impactos no desenvolvimentos das atividades de ensino no estado.
Esta reunião foi confirmada para o dia 16 de março, segunda-feira, 15h, e, por
iniciativa da SEC e da Sesab, foi ampliada para também contemplar as
instituições federais de ensino superior com atuação na Bahia (Ufba, UFRB,
Univasf, Unilab, Ufob, UFSB, Ifba, Ifbaiano) e também instituições particulares.
Assim, na próxima terça-feira, dia 17 de março, haverá nova reunião
administrativa da Uesb, com a presença de gestores dos três campi, e
divulgação de novas informações e medidas para enfrentamento desta
pandemia.
Até lá, a Reitoria da Uesb faz coro à direção da Sociedade Brasileira de
Infectologia: ”o momento da epidemia no Brasil é de prudência; não de
pânico”. Prudência significa responsabilidade institucional e confiança nas
autoridades médicas e sanitárias reconhecidas nacional e estadualmente por
sua competência. O histórico da disseminação do novo coronavírus, com seu
rastro de mortes e desestruturação de vidas e de economias em várias partes
do mundo, provoca, naturalmente, profundo receio em todos. Cabe, nestes
momentos de drama, às instituições públicas, como as universidades, a
obrigação de manter a serenidade e a racionalidade, de forma a cumprir seus
objetivos de contribuir para o bem estar de todos – de suas comunidades
internas, bem como da sociedade em geral.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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