O choque de realidade entre os conselhos e a realidade no caso do coronavírus


Milhões de brasileiros passaram o domingo vendo e ouvindo médicos, infectologistas e outros especialistas falando sobre os cuidados individuais e coletivos como precaução ao novo coronavírus. O assunto tomou as TVs e as pessoas gostam de ver TV no domingo. Na manhã desta segunda-feira (16) as redes de TV e rádio e os sites sérios da internet mantiveram a linha, chamando a atenção para a necessidade de precaução.

Ocorre que fica bem patente um paradoxo entre os conselhos e dicas e a realidade. Vamos a dois pontos, bem simples: sugerem que as pessoas conversem a uma distância de 1,5 a 2 metros e que evitem aglomerações. Reforçam que crianças têm baixa letalidade e que pessoas com 60 anos ou mais podem morrer com a doença e que, por isso, crianças e jovens não devem tomar precauções pensando em si mesmos, apenas, mas nos mais velhos, pais, avós, etc.

Mas, o que dizer das escolas lotadas, das repartições públicas? A Uesb decidiu suspender eventos com mais de 100 pessoas, incluindo formaturas. No entanto, cada corredor da Uesb pode reunir, por turno, mais do que isso. Significaria que os formandos perdem a imunidade na formatura, que os convidados têm menos imunidade que os alunos que frequentam os campi? E estamos tão longe assim de Salvador e Feira de Santana que não devemos nos preocupar com a nossa rodoviária com o nosso famoso e comemorado aeroporto?

Esse choque de realidade me incomoda. Temo que só o álcool em gel e o cumprimento com os cotovelos não sejam suficientes.


FOTO; REPRODUÇÃO DO FANTÁSTICO DA REDE GLOBO

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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