Bahia registra 15 novos pacientes com coronavírus em 24 horas. Já foram 123 casos, com 16 pessoas curadas


A Bahia registra 123 casos confirmados com coronavírus (Covid-19), o que representa 3% do total de casos notificados. Até o momento, 1240 casos foram descartados e não há óbitos. Este número contabiliza todos os registros de janeiro até as 17 horas desta sexta-feira (26). Ao todo, 16 pessoas estão curadas. No momento seis pacientes se encontram hospitalizados.

Os casos confirmados estão distribuídos em 19 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (63,41%).

Estes números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA) em conjunto com os Cievs municipais.

Dentre os casos confirmados, 55,3% são do sexo feminino e 44,7% do sexo masculino. A faixa etária mais acometida foi a de 30 a 39 anos, representando 23,58% do total. Porém, o coeficiente de incidência por 100.000 habitantes foi maior na faixa de 70 a 79 anos (2,15) seguida da faixa de 80 e mais (1,59), indicando o maior risco de adoecer entre os idosos.

Ressaltamos que os números são dinâmicos e na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação. Outras informações em www.saude.ba.gov.br/coronavirus.


DADOS DA SESAB – BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DIVULGADO ÀS 18h10 DESTA SEXTA-FEIRA (27)

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

1 thought on “Bahia registra 15 novos pacientes com coronavírus em 24 horas. Já foram 123 casos, com 16 pessoas curadas

  1. Sobre essa discussão tola de isolamento ou não, que traz a questão da economia como elemento prioritário em detrimento à vida dos idosos, temos que levar em consideração duas coisas:
    – A primeira é que uma nação, pra ser assim reconhecida, precisa ter alguns pré-requisitos (um povo, um território, uma língua…e assim por diante). A segunda é que a escolha que o Brasil fez pela política neoliberal na eleição passada, forneceu aos que se opõem à ideia do estado gestor uma gama de argumentos que, em determinadas circunstâncias, poderia fazer sentindo. Mas, agora não!
    O Brasil vem demonstrando declínio na economia desde 2016. O preço do barril do petróleo diminui no exterior, mas aqui a gasolina continua nas alturas, o PIB de 1,1% é inferior à taxa de natalidade. Portanto , ao contrário do que diz Paulo Guedes, é negativo. A reforma trabalhista não gerou melhoria na economia, o que fez foi causar mais insegurança e intranquilidade no trabalhador brasileiro. A reforma da previdência de nada valeu, só tirou direitos.
    Agora, com o coronavírus dando as cartas, todos os governantes do mundo, ditos de direita (porém responsáveis) joga o discurso do estado mínimo na lata do lixo. Até os Estados Unidos, neste momento, se defrontam com a dicotomia: Qual o melhor sistema de saúde pra fazer frente à pandemia? O atual sistema privado ou um sistema como o SUS do Brasil?

    Todas as nações que possuem economias fortes deixaram de lado a ideia de teto de gasto e a chamada política de austeridade, passando a investir altíssimas somas para garantir que o cidadão (e também as empresas) atravessem o período de quarentena com dignidade e garantindo o giro da economia – sem precisar empurrar os jovens para o perigo da contaminação (que uma vez contaminados, disseminam o vírus na população idosa – expondo esta à morte). Vemos as autoridades brasileiras espalharem a ideia de que se as pessoas não saírem para trabalhar o desemprego irá assombrar todos, se o vendedor de cachorro quente não armar sua banca e a população não comparecer pra comprar, a economia vai parar. Não pode haver ideia mais torpe! Primeiro, uma nação deve ter reservas para situações adversas, deve ter capacidade de emitir títulos públicos, pode recorrer a taxação de quem tem muito dinheiro acumulado. Além disso, pode ainda remanejar recursos orçamentários. Difícil é explicar ao governo que há estas possibilidades. Pra eles só brota a ideia de socorrer banqueiros – aliás, esta foi a medida tomada na primeira hora.
    Agora não há espaço para picuinha política, se é a direita ou a esquerda quem está certa ou errada, esta questão está superada, insistir nisso é burrice, ou estupidez.
    O Brasil pode muito bem tomar medidas tranquilizadoras. Mas, Bolsonaro arrota toda a sua incompetência e assim vai encontrando seus iguais ao longo do caminho.
    Se essa turma fosse apenas incompetente, poderíamos propor a sua saída. Mas, além disso, eles são odientos. Então, não podemos duvidar que Paulo Guedes quer mesmo é que os velhos morram, assim ele conseguiria entregar aos milionários o superávit proposto na reforma previdência. Duvida?
    O bolsonaro quando joga na mão da população toda a responsabilidade sobre a economia, ele tira do foco a responsabilidade da nação como um todo. O risco que corremos é o de desmantelamento das estruturas sociais, de saúde, de economia, de educação e também da política. Sendo assim, restará o caos! Então que fique claro: é muito mais simples refazer a economia, como ocorreu no pós -guerra, do que reconstruir uma uma nação inteira!!!

    Antonio Rodrigues dos Santos
    27/03/2020

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