São 4, 7 ou 8 casos? Secretaria municipal e Sesab não se esclarecem números da Covid-19 em Conquista


O boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), nesta sexta-feira (7), sobre os casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) na Bahia traz a informação de que Vitória da Conquista tem quatro pacientes com a doença. O número é o mesmo de ontem.

O boletim da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) publicado ontem, segunda-feira (6), no site da Prefeitura de Vitória da Conquista, diferentemente, informavam que eram sete os pacientes. Hoje, a SMS manteve o número.

Ocorre que o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), da Santa Casa de Misericórdia de Vitória da Conquista, divulgou que um segundo caso da Covid-19 foi registrado na unidade. Um teste rápido foi feito na tarde desta terça-feira e deu positivo. Como outros dois que a Prefeitura de Conquista passou a divulgar desde o dia 4 (sábado) como sendo testados em laboratório privado, com certificação do Ministério da Saúde, que aguarda contraprova do Lacen.

Ora, por que a Sesab mantém há três dias a informação de quatro casos em Conquista, quando a Prefeitura fala em sete? E por que a Prefeitura não considerou a confirmação de hoje à tarde e manteve o boletim com sete casos confirmados? Não seria oito?

Por que, esses dois casos testados em laboratório particular e dados como confirmados pela SMS, não tiveram resposta da Sesab ainda?

E o sobre a paciente que faleceu na quarta, dia 1º, no Hospital Geral de Vitória da Conquista, e recebeu “etiqueta” sobre o corpo como caso suspeito da Covid-19, por que ainda não teve resposta?

Não são estas questões irrelevantes. A informação completa, integral, é que propicia às pessoas entenderem melhor o momento, aceitarem, por exemplo, as recomendações para não irem para o comércio, não saírem de casa. É importante que saibamos o tamanho do problema, para sabermos por onde e como nos movimentar. Para que pessoas não se iludam e continuem a passear por aí sem máscara, em grupos, indo a festas, a bares da periferia, sem fiscalização, ou acreditando que há uma barreira especial protegendo Conquista.

Assim como é importante para que não tenhamos pânico, para que as fake news sejam vencidas e os sustos que nos pregam as informações erradas, que aumentam a crise, aumentam o número de casos – e até “matam” pacientes todos os dias -, não venham a toda hora.

Nem toda fake news é maldosa. Todas não são verdadeiras, mas algumas não são criadas para desinformar, porém ocupam o vazio da informação correta, que não tem celeridade. Os órgãos governamentais têm a obrigação de tentar sincronizar notícias e boletins. Parar para acertar. Isso deve ser em todo país.

Sabe-se que os casos crescem em escala difícil de acompanhar, são muitos (muitos mesmo) testes que chegam na mesma hora e é difícil dar conta rápido da demanda  – e isso porque são testados apenas casos específicos, uma maioria gigantesca de casos suspeitos, de pessoas com sintomas, simplesmente não é testada. Mas, há casos que podem ser priorizados. E as mensagens passadas sem choque de informação, sem essa disparidade numérica que hoje se verifica na situação de Vitória da Conquista.

O BOLETIM DA PREFEITURA DE CONQUISTA

Em Vitória da Conquista, já são 271 casos notificados com suspeita clínica e epidemiológica de infecção pela Covid-19. De acordo com Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, até às 17h desta terça-feira (7), foram confirmados 7 casos, dos quais: 5 tiveram confirmação após análise laboratorial e divulgação do resultado pelo Lacen Estadual e 2 por meio de exames realizados por laboratório privado, que seguiram para exame de contraprova no Lacen Estadual.

Outros 144 casos suspeitos foram descartados laboratorialmente e 5 por vínculo epidemiológico, 77 aguardam resultado laboratorial e 38 aguardam coleta de amostra.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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