Viação Rosa recebeu mais de R$ 2 milhões da Prefeitura de Conquista em março, mas funcionários reclamam de atraso de salário


O contrato “emergencial” com a Viação Rosa para atender às linhas do transporte coletivo urbano que foram da Viação Vitória, que deixou a cidade e agosto de 2018, rende à empresa R$ 2.619.550,00 por mês. Mesmo assim, a Rosa está sendo denunciada de atrasar o pagamento de salários dos funcionários, o que foi confirmado pelo presidente do Sindicato dos Rodoviários (SINTRAVC), Álvaro Silva Souza, em entrevista ao Blog do Anderson.

Segundo o sindicalista, identificado com a empresa, a dificuldade da Viação Rosa seria resultado de atraso no pagamento que deveria ser feito pela Prefeitura. “Ontem recebemos uma nova informação por parte da empresa, de que ainda não recebeu o recurso na integralidade, recebeu apenas parte e que essa parte do recurso daria para pagar apenas a outra metade que ficou faltando do adiantamento e o tíquete”, afirmou Álvaro.

Consultada pelo Blog do Anderson sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) declarou que a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana informou que os pagamentos estão ocorrendo dentro da normalidade. Em consulta ao Portal da Transparência, é possível verificar que a empresa já recebeu R$ 5.773.477,62 da Prefeitura de Vitória da Conquista este ano, R$ 2.039.315,90 em março. Desde que começaram os pagamentos pelo contrato de aluguel de ônibus, em julho do ano passado, a Viação Rosa já recebeu R$ 19.305.486,86.

Apesar de ser dona dos ônibus e responsável pelos contratos dos empregados, a empresa não é a operadora das linhas, é apenas locadora dos veículos, a operação é da Prefeitura, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), que já deveria ter aberto licitação para contratação de empresa para operar definitivamente o lote que era da Viação Vitória. A emergência decretada pelo prefeito Herzem Gusmão no transporte coletivo já está em 21º mês.

A lei autoriza a contratação de serviços sem licitação, para atender situações emergenciais, por 180 dias, ou seis meses ininterruptos, a contar da ocorrência da emergência, sem possibilidade de continuidade do contrato. O contrato de emergência deve durar enquanto as condições, de fato, exijam a excepcionalidade. Mesmo assim, isso só deve ocorrer até que seja realizada a licitação devida, o que precisa estar sendo providenciado.

O contrato com a Viação Rosa é baseado na quilometragem rodada, mas, sabe-se que não apenas os roteiros foram alterados como a quantidade de viagens reduzida desde o advento da pandemia do novo coronavírus. O BLOG procurou a Semob e a Secretaria de Comunicação (Secom), ontem às 11 horas, para saber se houve alguma alteração nos parâmetros ou se a Prefeitura continuará a pagar os R$ 2.619.550,00 mensais anteriormente definidos. A secretária Maria Marques disse que o secretario Jackson Apolinário estava visitando uma obra no interior do município, juntamente com o prefeito e que responderia mais tarde. Mas, não chegou nenhuma resposta.

PERGUNTA ENVIADA À SECOM E À SEMOB

Acerca do contrato com a Viação Rosa, nestes tempos em que os percursos/viagens foram reduzidos, bem como a quantidade de passageiros transportados, a PMVC/Semob manterá o pagamento mensal nas mesmas condições ou houve acordo/revisão?

 

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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