Conquista | Internautas questionam decretos semanais e em enquete maioria apoia proibir pessoas nas ruas por decreto

A maioria dos leitores e internautas que votaram na enquete realizada pelo BLOG – encerrada às 16h30 desta segunda-feira (13) – é a favor de eventual medida de proibir as pessoas andando nas ruas, conforme recomendação feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) à Prefeitura de Vitória da Conquista. O MP quer que seja fechada a Avenida Olívia Flores para pedestres e proibida a movimentação de pessoas pela cidade, a não ser em casos de comprovada extrema necessidade, como na ida ao médico, farmácia ou para comprar alimentos.

Pela enquete, que não possui caráter científico – como no caso de uma pesquisa – apesar do cuidados para evitar repetição de voto por uma mesma pessoa, 62,9% são a favor da medida proposta do MPE, 33,2% opinaram contra a medida, considerando que as pessoas têm o direito de circular e 3,9% responderam que tanto faz ficar como está ou proibir. Reponderam à enquete 280 pessoas, entre o dia 10 e hoje (13).

A enquete perguntou: Como medida para conter a proliferação do coronavírus na cidade, o Ministério Público, por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Vitória da Conquista, quer fechar a Avenida Olívia Flores para pedestres e impedir que as pessoas circulem pela cidade (se não for a trabalho ou atividade essencial, como ir ao mercado e/ou à farmácia). A medida foi recomendada à Prefeitura e prevê, caso a administração cumpra a recomendação e baixe um decreto, a condução da pessoa que desobedecer à ordem para a delegacia, podendo responder criminalmente e ficar presa, baseado nos artigos 132, 267 e 330, todos do Código Penal. Qual a sua opinião?

Para atender à recomendação do Ministério Público a administração municipal teria que editar um decreto com a proibições. Em entrevista coletiva concedida na semana passada, falando em nome do governo, o secretário da Administração e coordenador do Comitê de Crise, Kairan Rocha admitiu que, a depender da evolução dos casos de coronavírus poderão ser adotadas medidas mais enérgicas, mas descartou qualquer ação para este momento. Mas, segundo Kairan Rocha, por enquanto, a situação está sendo monitorada e a opção do governo municipal é pela conscientização.

O BLOG tentou contato, via WhatsApp, com a promotora Guiomar Miranda Oliveira Melo, da 11ª Procuradoria de Justiça de Vitória da Conquista, autora da recomendação, para saber qual foi a resposta da Prefeitura, mas, até o fechamento desta matéria, às 17h41, ela não havia respondido.

DECRETOS SEMANAIS

As medidas relacionadas ao enfrentamento ao coronavírus em Conquista têm sido conhecidas pela população a cada domingo, quando o prefeito Herzem Gusmão assina decreto alterando regramento anterior, suspendendo ou prorrogando o prazo de funcionamento do comércio, por exemplo. Essa rotina só foi modificada uma vez, no dia 6 deste mês, uma segunda-feira, quando o prefeito decidiu revogar o decreto do dia anterior, que autorizava a reabertura da lojas.

Essa prática, de definir como prazo das medidas apenas uma semana, já está sendo alvo de boa parte da população, principalmente com o crescimento do número de casos confirmados de coronavírus, já com uma morte por causa da doença registrada na cidade. As manifestações começam a aparecer em comentários a publicações em grupos de Facebook.

O internauta Roberto Lima, por exemplo, pediu que o prefeito Herzem Gusmão tome uma decisão com prazo maior de validade. “Prefeito seja claro em seus decretos ou fecha tudo ou abre tudo”, escreveu em comentário a postagem do BLOG no grupo OLX – Vitória da Conquista. Aldeci Bomfim concordou com ele e propôs que Herzem faça os decretos com validade de duas semanas. “Prefeito não fique enganando o povo, decreto de 7 em 7 dias, seja claro faça o decreto para 15 dias”, sugeriu Aldeci. Para Clebinho Ortiiz, os decretos com tão curta validade, é “como se o corona fosse sumir de vitória da conquista em sete dias.

Além de reclamarem da curta duração dos decretos que impõem restrições ao funcionamento de estabelecimentos comerciais e serviços considerados não essenciais, os internautas comentam que a fiscalização não está ajudando a cumprir as medidas. “[A Avenida] Paramirim estão fechada só a lanchonete e a Ótica Sudoeste, o mais está tudo aberto e o povo andando pra cima e pra baixo”, narrou Aldeci. Dayana Sousa Silva, concordou. Ela disse que é a favor do fechamento do comércio, mas também acha que falta fiscalização. “Ele [o prefeito] deveria fiscalizar mais, pois aqui onde moro, numa zona rural de Conquista, os bares estão abertos e lotados e o povo circulando livremente”.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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