Polícia Civil de Conquista desarticula associação criminosa de estelionatários

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Uma denúncia da agência do Banco do Brasil em Vitória da Conquista de que uma senhora se fez passar por outra que residia no Piauí, levou uma equipe da Delegacia de Repressão a Furto e Roubos (DRFR) e da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Vitória da Conquista a começar as investigações que culminaram na prisão de três integrantes de uma quadrilha de falsários de documentos públicos e golpistas dos recursos financeiros denominados de RPV (Recursos de Pequenos Valores), os quais são oriundos de alvarás judiciais.

Eles foram presos dentro de uma residência, na qual havia todo o material utilizado nas falsificações de documentos. Além dos presos a Polícia Civil identificou outros indivíduos que estão foragidos, bem como, um que agia de dentro de um presídio.

Os três foram ouvidos na presença de um advogado e confessaram suas atribuições dentro da associação criminosa, tendo sido autuados em flagrante delito pelos crimes de associação criminosa, estelionato, dentre outros.

OS GOLPES

Segundo a polícia, a quadrilha agia em todo o território nacional. Vítimas eram escolhidas por um presidiário, ainda não identificado, que tinha acesso privilegiado de dentro da cadeia a um terminal de computador, pelo qual sabia em tempo real quando os recursos eram liberados e para quem eram liberados, e fornecia os dados cadastrais aos comparsas que foram presos em Vitória da Conquista.

Um dos foragidos aliciava pessoas para participar do golpe, que consistia em passar-se por outra pessoa e resgatar os recursos oriundos desses fundos, de acordo com boletim policial. De posse do recurso, os três ficavam com 15% e o restante era dividido entre os demais integrantes. Segundo um dos integrantes, ele só andava em carro de luxo e vivia uma vida confortável, faturando mais de 200 mil por semana.

Ainda segundo informações da Polícia Civil, os estelionatários se diziam prejudicados ultimamente pela ação do Covid-19, tendo em vista que poucas agências estavam operando, e pretendiam migrar para as cidades de Camaçari e Salvador.

O modus operandi da quadrilha consistia em adquirir no mundo do crime identidades originais (RG), oriundas de furto e roubo, apagá-las quimicamente e reimprimir com ps dados falsos, para fraudarem os bancos que pagavam os RPV. O dinheiro era lavado e enviado para diversas contas correntes e de poupança abertas em nome dos golpistas e assim que os saques eram realizados as contas eram canceladas, pois tratavam-se de contas abertas com documentos falsos.

Foram apreendidos computador, impressora, papeis lavados quimicamente, além de comprovantes de transações de depósito, saques e transferências em valores altos entre vários correntistas espalhados pelo Brasil.

Os flagranteados já possuíam passagens policiais, sendo um por homicídio e o outro por estelionato.

Considerando que os investigados provavelmente cometeram outros golpes na região, a Polícia Civil apresentou as fotos de ambos para que eventuais outras vítimas que porventura os reconheçam, os denunciem.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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