Boatos e notícias sensacionalistas atingem hospitais. Santa Casa e São Vicente reagem

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As fake news, informações inverídicas criadas com o intuito de enganar e atingir pessoas e instituições não são novidade no Brasil. Há anos, elas são espalhadas em forma de boatos e ganharam mais força na política recente. Mas, desde o surgimento da pandemia do novo coronavírus, essas notícias falsas ganharam uma dimensão maior, quer seja por envolver mais gente, pessoas preocupadas com a proliferação da Covid-19, doença que já matou 18.859 pessoas no Brasil e 362 na Bahia, quer pelo interesse em chamar a atenção e obter notoriedade, mesmo que de forma cruel, sem levar em conta sentimentos, reputações e a verdade.

As vítimas são várias nos mais diversos setores, mas a maior de todas é a sociedade, que, à medida que é invadida por esse comportamento insensato, replicado – ou mesmo criado – por setores da imprensa, torna-se desorientada e suscetível a golpes de toda natureza. Em especial é golpeada a confiança nas pessoas, nas instituições e, muitas vezes, na nossa própria capacidade de agir de acordo com a lei e os regramentos sociais, o que pode levar as pessoas a fazerem ou deixarem de fazer aquilo que têm direito ou dever, por acreditar na falácia, no boato, na fofoca, nas fakenews.

As fake news se espalham com facilidade e é praticamente impossível reverter completamente seus efeitos. Entretanto, esse esforço de contestar, esclarecer, desmentir e mostrar às pessoas a intenção das notícias falsas tem que ser feito pela sociedade, pelas instituições que se respeitam, pelas pessoas que prezam a verdade e se recusam a fazer parte da mentira.

Nos últimos dias, boatos ou imprecisões espalhados pelo WhatsApp e reproduzidos em redes sociais e em sites envolveram o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), da Santa Casa de Misericórdia de Vitória da Conquista (SCMVC), – umas das instituições mais sérias da Bahia -, com inverdades acerca do funcionamento das UTIs do hospital, bem quanto a supostos casos positivos do novo coronavírus entre profissionais da casa. Ontem (quarta-feira, 20), a Santa Casa de Misericórdia divulgou nota em que denuncia as fake news e esclarece pontos que foram abordados sem a devida correspondência com a verdade.

Na nota, a Santa Casa destaca que expor profissionais que vêm atuando na linha frente do combate a pandemia do coronavírus por meio de fake news é, além de ilegal, cruel, e que a instituição adotará as medidas jurídicas cabíveis ao caso. O documento esclarece que HSVP conta com uma ala, em um anexo totalmente à parte do hospital, exclusivamente para o internamento de pacientes suspeitos ou confirmados com o novo coronavírus, “minimizando ao máximo o fluxo destes na instituição e buscando assim dar maior segurança aos nossos funcionários e pacientes”.

A Santa Casa esclarece que não procede a informação de que a UTI do hospital se encontra fechada, “estando a mesma em pleno funcionamento, garantindo a assistência em terapia intensiva aos clientes”, bem como não tem procedimento a informação de que vários profissionais do São Vicente se contaminaram ao mesmo tempo. Diz a nota que “alguns se contaminaram ao longo dos meses e, inclusive alguns já cumpriram a quarentena e já retornaram ao trabalho”. Na oportunidade a Santa Casa informa que Hospital São Vicente e Paulo está disponibilizando EPIs na qualidade e quantidade adequadas para todos os profissionais, “visando manter justamente esta condição de segurança”.

PARA LER A NOTA DA SCMVC/HSVP NA ÍNTEGRA CLIQUE AQUI.

 

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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