Combate ao coronavírus em Conquista | Agora, mais do que nunca, é com a gente

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Pessoal, é simples: com comércio aberto ou fechado, vamos pensar em cuidar das vidas, das nossas, da sua, dos seus familiares, das pessoas que precisam estar nas ruas por motivos necessários. Se não ficar em casa, vai fechar tudo de novo e pode fechar a história de cada um. Não é o que desejamos.

O percentual de crescimento de casos confirmados esta semana foi de 72,36%. São 262 casos, na segunda-feira amanheceu com 152. Disseram que para avançar e abrir outros estabelecimentos, o crescimento não podia ser mais que 10%. E se passasse de 20%, voltaria a fechar o que abriu na segunda. Mas, ninguém explicou de que percentual se estava falando, se semanal, diário ou a média da semana. Deu a média. O Comitê de Gestão da Crise fez a contas, apresentou planilhas e gráficos e disse que estamos bem, que pode seguir para a próxima fase.

Vão reabrir salões de beleza, barbearias e outras atividades de tratamento de estética pessoal, além de floriculturas, bancas de jornais e lojas de animais vivos. E igrejas. Todos precisam trabalhar, a economia está a um fio e é legítimo que queiram seus negócios funcionando normalmente. Que seja.

Agora, se você tem um bar, restaurante, academia ou outro estabelecimento que ainda terá que esperar mais, use suas redes sociais, estimule o pessoal a só sair de casa se não tiver jeito. Para comprar um sapato, uma roupa, uma lâmpada, o pão, o feijão, para cortar o cabelo, fazer a barba, comprar o periquito, flores para a pessoa amada ou a revista da semana, não precisa ir em família, de grupo, dois, três… E sai na certa, sabendo o que quer, para não demorar na rua.

Tem gente pensando somente na aglomeração dentro de loja, é um perigo. Mas, se a loja não enche, mas as ruas, as alamedas e as praças enchem, o problema existe do mesmo jeito.

A taxa de isolamento social de Vitória da Conquista no sábado (6) foi de 36,4%, a média semanal foi de 36,09%. Isso é  muito pouco. O esperado é acima de 50% e o ideal mais do que 70%.

Não adianta ficar pensando em lotação de leitos de hospital, com essa história de que ainda tem vaga, de que só 28,94% estão sendo usados. Eu não quero reserva de vaga em UTI, não quero usar respirador. Você quer? O que importa é a doença. O que importa é não adoecer.

E embora fique muito feliz com os pacientes que se recuperam, também não fico fazendo conta de quantos se curaram como parâmetro para a tranquilidade. Só se cura quem adoece e quem adoece também pode não se curar. Então, por que se fiar nas curas? E se você não conseguir? Ou se algum dos seus pais, filhos, irmãos, amigos, amor não conseguir se curar? Então, não adoeça. E nem adoeça os outros. Evite. Cuide. Fique em casa.

Comerciantes, donos de bar e restaurante, academias, salões de beleza, pastores e pastoras, padres, babalorixás e ialorixás, dirigentes do comércio, façam mais que cartas elogiando o prefeito por permitir o funcionamento com portas abertas da sua atividade, diga às pessoas que não precisam ter pressa para comprar, para consumir. Vidas são o que importa.Vamos espalhar isso com o vigor com que defendemos a nossa.

Não vamos esperar avaliações de comitês, decreto de prefeito. Vitória da Conquista caminha para mais de 500 casos casos até o fim do mês. Não se sabe quantos morrerão. Não apostemos na sorte. Vamos crer em milagre, sim, mas sem esquecer que somos parte dele, façamos a nossa obrigação. Agora, mais do que nunca, é com a gente.

1. Ficar em casa; 2. Se precisar sair, usar máscara, usar álcool gel, manter distância espacial, fugir de aglomerações como se corre da morte, evitar tocar em objetos e superfícies; 3. Ter fé, mas não apostar em milagres fáceis.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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