Do erro da Sesab ao Ibira Online, a busca da informação é uma caminhada para a história

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Desde o primeiro dia em que o coronavírus passou a ser um assunto da Bahia, eu procuro a maior quantidade de informações possível sobre o assunto, para repassar aos leitores, quando relevantes, e para o meu próprio conhecimento, porque tenho medo e medo só se combate com conhecimento. Vivo me debatendo com os boletins da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Imagino que por ser um trabalho gigantesco, são frequentes pequenos erros de dados, contas, etc. A assessoria de lá já deve ter me colocado no topo da lista dos chatos, que todo dia pergunta uma coisa a mais. Porém, tem que ser assim, um número, uma data, um local, um nome que seja, é dado relevante, altera estatística e mexe até com emoções.

Para fazer uma matéria sobre a quantidade de pessoas que já morreram em Vitória da Conquista com Covid-19 (que é diferente de pessoas de Conquista, mas somente aquelas de outras localidades que vieram a óbito durante tratamento em hospitais da cidade), recorri, mais uma vez, às matérias produzidas pela assessoria da Sesab a partir dos boletins epidemiológicos e encontrei dois óbitos de Ibirapitanga em que as vítimas teriam sido duas mulheres, ambas com 79 anos, obesidade, falecidas no mesmo dia, em um hospital de Conquista. Os óbitos foram lançados em datas diferentes (20 de maio e 2 de junho).

Aquilo chamaria a atenção de qualquer um e eu, que usei as informações como verídicas em matéria anterior, desta vez resolvi checar. Primeiro, fiz contato com a assessoria da Sesab. Me disseram que eram dois casos diferentes, apesar das características iguaizinhas. Então, fui ao Google, em busca de confirmação. O que encontrei foi que em Ibirapitanga morreram, de fato, duas mulheres com Covid-19, mas só uma em Vitória da Conquista e as características das duas eram bem distintas.

No dia 16, a que se refere o boletim de 20 de maio da Sesab, faleceu Dona Maurícia Santana de Jesus, 79 anos, moradora do bairro Cigano em Ibirapitanga. Muito querida, deixou a cidade triste. E preocupada. Quando Dona Maurícia faleceu, Ibira, como é chamada a cidade, tinha seis casos suspeitos de coronavírus, mas era alta a quantidade de pessoas monitoradas: mais de 300. Uma morte trouxe mais tensão.

 

A segunda pessoa de Ibirapitanga a falecer foi Josefa Regina Ferreira, de 64 anos, conhecida como Dona Zefa, moradora do distrito de Itamarati, no município. Ela faleceu na manhã do dia 1º de junho, no hospital da cidade. Segundo consta, a Secretaria Municipal de Saúde de Ibirapitanga tentou, de todas as formas possíveis, encontrar um meio para internar Dona Zefa em uma UTI, mas, quando chegou a resposta de que ela poderia ser transferida para Vitória da Conquista, foi tarde e ela morreu. Dona Zefa cuidava da neta de quatro anos, que já tinha perdido a mãe.

Quando Dona Zefa faleceu, Ibirapitanga tinha 14 casos de Covid-19, dos quais 12 no distrito de Itamarati, onde ela morava. Segundo a secretaria estadual de Saúde, no boletim de ontem (9), o município registrou 17 casos confirmados da doença.

Estas informações e muitas outras, o BLOG encontrou na página Ibira Online, um exemplo de jornalismo. Criada em novembro de 2012, a página da jornalista Rita Santos tem qualidade de texto e de informação que supera 90% dos blogs de Vitória da Conquista. É uma revista da cidade e região, com destaque para as notícias cotidiana e para as pessoas que fazem a história local, com dados, clareza, humanidade e emoção. De lá, além das informações fundamentais acima, que deverão ser usadas pela Sesab para corrigir seu material, colhí uma história emocionante de um menino que tinha medo de perder a mãe por causa do novo coronavírus. Mas, como este texto ficou grande, reproduzo a história com Kauan e mãe à parte.

Ibira Online: “Uma página que alegra, que informa, que anuncia, que de uma forma ou de outra está sempre atualizando as notícias de Ibirapitanga e região! ‘Aconteceu Virou Notícia’ com Rita Santos a blogueira mais estourada da região”. E fazendo história.

 

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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