Cinco pré-candidaturas a prefeito de Conquista que querem quebrar a polarização Zé Raimundo versus Herzem

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A ideia de permitir aos pretendentes a um cargo público “adiantar” a campanha para compensar o encurtamento do período eleitoral de 90 para 45 dias (a partir de 2016), fez com que a competição fosse acontecendo cada vez mais cedo. Em 2018, os lançamentos de pré-candidatos começaram em abril ou maio, mais tardar em junho. Para 2020, o ano já começou no ritmo de campanha. Em vários municípios, teve pré-candidato lançado, com grandes eventos, no ano passado.

Vitória da Conquista tem sido mais comedida neste aspecto, o que não quer dizer que as pré-campanhas não começaram, só que não tão cedo. O ritmo foi ditado pelo PT e pelo prefeito Herzem Gusmão. O Partido dos Trabalhadores repetiu 2016 (à exceção da disputa interna para escolha do nome, menos rivalizada este ano) e só indicou em março o nome com o qual pretende ir à disputa. Já o prefeito, a quem nunca interessou antecipar o debate, evitou falar de eleição e assumir pré-campanha, até que tivesse certeza de que teria os recursos para alavancar obras.

As estratégias do PT, que acabou decidindo por Zé Raimundo, com a desistência de Guilherme Menezes, e de Herzem, tiraram de cena alguns que tiveram pressa de se apresentar. Outros ficaram, mas sofreram com o desgaste da precipitação. O modus operandi do prefeito e do PT fortaleceu ainda mais a ideia de uma eleição polarizada, que se repete desde 2008. E a força dessa ideia afastou – provavelmente de forma definitiva para esta eleição – a proposta de terceira via levantada pelo PSD, do ex-reitor da UESB Abel Rebouças São José, candidato a prefeito em 2008 e atual suplente do senador Otto Alencar.

Mas, quem conta que a terceira via é um sonho enterrado não combinou com a ativista cultural Maris Stela Schiavo Novaes, da Rede; com o representante comercial Romilson Santos de Souza Filho, do PP; com o presbítero e cabo PM Herling Santos Conceição, do Avante; com o professor Ferdinand Martins da Silva, do PSOL, ou com o vereador David Salomão, do PTC. Os cinco fazem parte de partidos pequenos, com poucos filiados no município, mas estão prontos para enfrentar os dois líderes nas pesquisas de voto e estão certos de que podem vencer a eleição e assumir a gestão da Prefeitura de Vitória da Conquista.

O surgimento das pré-candidaturas dela e deles, apesar de ser algo comum no processo político, tem uma representação diferente este ano, porque cada um dos dois lados que despontam com mais chances (muito mais chances) dão como certa a eleição e não contam que nomes de partidos ou grupamentos pequenos possam ameaçar suas expectativas positivas. Assim, David Salomão, Ferdinand Martins, Maris Stella, Presbítero Cabo Herling e Romilson Filho (ordem alfabética, conforme fotos abaixo), surgem no cenário como coadjuvantes, mas com disposição para protagonizar a disputa, considerando que uma grande parcela do eleitorado não deseja votar nas candidaturas ditas principais.

O cenário atual indica poucas chances, mas, até onde vão é impossível dizer. O patamar eleitoral em que ela e eles se encontram, do ponto de vista eleitoral, não é alto, por isso não têm de onde cair, o que perder, apenas um longo caminho pela frente em que, acreditam, podem crescer e se tornar viáveis. E essa possibilidade, mesmo que pareça remota, é o que move quem se dispõe a disputar uma eleição.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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