Rui sobre críticas de Ângelo Coronel: “Não faço política como chefe”

Ao responder, em Vitória da Conquista, na sexta (20), a um questionamento sobre críticas do senador Ângelo Coronel (PSD), reforçadas pelo também senador Otto Alencar (PSD), de que ele teria esquecido os demais partidos e candidatos a prefeito de Salvador ligados à base do governo e que deveria ser mais humilde e baixar a bola, o governador Rui Costa voltou a dizer que tinha uma candidata do partido e não poderia ter interferido na decisão dos demais candidatos e partidos de se lançarem na disputa. No entanto, disse ele, estaria no segundo turno com quem chegasse lá.

Sobre a reação de Coronel, Rui usou uma metáfora com o futebol, dizendo que ao fim de um jogo corrido, extenuante, quando a pessoa vê uma garrafa de água vai desesperada para cima, “é normal, mas há sempre o risco de tropeçar nela”.

De acordo com o governador, “todo mundo sai machucado em uma derrota”, para, em seguida, amenizar e dizer que do primeiro turno prefere ficar com as boas imagens. “Por exemplo, você citou Coronel, ele é do PSD e o PSD teve uma vitória exuberante, foi o partido que elegeu mais prefeitos na Bahia, 102, o segundo foi o PP, 92 prefeitos, então, o saldo que fica muito bom. É melhor falar das vitórias do que, eventualmente, das derrotas que esse ou aquele partido teve”.

Rui garante que sempre defendeu a união. “Isso não é novidade. Unido você passa mais confiança nas suas propostas”. Segundo ele, nos municípios onde a base não se apresentou unida não foi por desejo ou estratégia do governador: “Foi pelo desejo pessoal de cada um. E, às vezes, nós temos um estilo diferente de outro de fazer política. Tem gente que faz política tendo um chefe, o cara dá uma ordem e todo mundo obedece. Nós não fazemos política assim, fazemos política exercitando a democracia”.

O governador baiano afirma que não age para desestimular quem tem disposição de sair candidato. “Eu não consigo dizer a alguém que tem 4%, 5%, ‘não saia candidato de hipótese nenhuma’. Eu não consigo dar essa ordem a ninguém. Primeiro que não é meu estilo, eu sou uma pessoa que aprendi com minha mãe a ter humildade sempre; segundo, se alguém me dissesse, em 2014, quando eu tinha 4% na primeira pesquisa, ‘Rui, não saia candidato a governador que você vai perder’, e eu aceitasse, eu hoje não seria governador da Bahia”, comparou.

Pelo entendimento de Rui Costa as pessoas têm o direito de buscar o que acreditam e não seria papel dele impor que desistam. “Se você entra na minha frente e diz: ‘Rui, eu estou com um sentimento, eu orei esta noite e tive uma iluminação divina de que eu vou ganhar a eleição’, quem sou eu para contestar uma iluminação divina que uma pessoa teve de que vai ganhar a eleição, eu, um simples mortal? Então, o que eu posso dizer à pessoa? Boa sorte, pode usar minha imagem, pode usar as obras, o que a gente construiu foi um projeto coletivo e Deus lhe abençoe, Deus lhe dê boa sorte, se você passar para o segundo turno terá meu total empenho”.

O governador afirma que isso aconteceu em vários municípios. “Em alguns, na reta final, eu ainda peguei o telefone, fiz o apelo para aquele que estava lá atrás e pedi: ‘Retire, para não atrapalhar alguém da base’. Teve gente que retirou, teve quem não retirou, teve gente que retirou mais ou menos”. Para Rui, ele não poderia ter ido além disso, inclusive no caso da eleição na capital.

Author: Giorlando Lima

Jacobinense, conquistense, itabunense, baiano, brasileiro. Pai de Giorlando e Alice, minhas razões de viver; profunda e eternamente apaixonado pela vida. 58 anos de idade, 42 de labuta como jornalista, publicitário, marqueteiro, blogueiro. Minha ideologia é o respeito, minha religião é o amor.

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