Nota de repúdio | Hospital de Base reage a acusações de que teria criado problemas para vacinação da Covid-19


A direção do Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), popularmente tratado como Hospital de Base, que tem à frente o médico Geovani Moreno, lançou, na noite desta quinta-feira (21), uma nota repudiando posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e do secretário do Gabinete Civil, Marcos Ferreira, que, segundo o documento, tentam eximir o governo municipal da responsabilidade de implantar e gerir o processo de vacinação contra Covid-19 no município, culpando o HGVC e outras unidades hospitalares da cidade por eventuais problemas na ação.

A nota faz referência a comentário de Marcos Ferreira em programa de rádio do qual ele participa, quando acusou a direção do Hospital de Base de “politizar” e “prejudicar o serviço”, ao ter enviado para vacinar, ainda de acordo com o secretário, servidores que não seriam da linha de frente da Covid-19, a exemplo de copeiro, jardineiro e almoxarife conforme havia sido definido em reunião. Embora ressaltasse que todos merecem ser vacinados, Marcos Ferreira disse que isso atrapalhou o processo.

A administração do hospital, que é estadual, afirma que a unidade tem mais de 2.200 trabalhadores, mas que, devido à pequena quantidade de vacinas e “em consonância às orientações da Sesab e ao acordado em reunião com a SMS, enviou uma lista nominal dos profissionais que estão na linha de frente. No entanto, no local da vacinação, os técnicos da SMS não dispunham de qualquer instrumento para verificação imediata das listas das Unidades Hospitalares da cidade. Portanto, não obteve êxito na ação de controle do grupo autorizado”. O HGVC – afirma a direção – foi “o hospital que proporcionalmente menos vacinou sua equipe, apesar da importância que vem assumindo perante toda a pandemia”.

Diz a nota que “a direção do HGVC vem conversando com sua equipe de forma a atenuar o grande sentimento de frustração e indignação que se instaurou no corpo de funcionários da unidade, posto que a maior parte destes não serão contemplados nesta etapa da vacinação, e sequer conhecem o calendário das próximas etapas.” E lançou uma denúncia que precisa ser investigada pelos órgãos competentes: “Aproveitamos o ensejo para levantar o questionamento em relação ao fato de que em unidades da rede privada, funcionários, independente de serem ou não linha de frente tiveram acesso à vacinação”.

VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA DE REPÚDIO

O Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC) vem por meio da presente nota repudiar as reclamações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Vitória da Conquista e do Secretário Municipal do Gabinete Civil, Marcos Ferreira, que tentam eximir o Governo Municipal da responsabilidade de implantar e gerir o processo de vacinação contra Covid-19 no município, culpabilizando o HGVC e outras Unidades Hospitalares da cidade. O referido Secretário, também radialista, utilizou-se da tribuna para acusar a direção do HGVC de estimular desordem na vacinação, transformando em agenda política ações que deveriam ser de política de saúde pública.

O HGVC, desde o início da pandemia, foi instituído como principal unidade de referência no atendimento aos pacientes com sintomas graves do Covid-19. Para atender à crescente demanda de internações, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) implantou mais de 30 leitos de UTI dedicados aos pacientes Covid. Sendo assim, o HGVC passou a ter 40 leitos desse tipo, além de uma ala nova na emergência, também direcionada a esse perfil de paciente. Diante dessa ampliação, o HGVC teve um súbito aumento de sua equipe multiprofissional, todos diretamente envolvidos no trato com pacientes Covid-19.

A equipe do HGVC conta, atualmente, com mais de 2.200 colaboradores. Infelizmente, a quantidade de doses recebidas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é insuficiente para atender à atual demanda de vacinação dos profissionais de saúde, que requer um eficiente planejamento estratégico da gestão municipal para priorizar a vacinação dos grupos de maior risco.

A Direção do HGVC, em consonância às orientações da Sesab e ao acordado em reunião com a SMS, enviou uma lista nominal dos profissionais que estão na linha de frente. No entanto, no local da vacinação, os técnicos da SMS não dispunham de qualquer instrumento para verificação imediata das listas das Unidades Hospitalares da cidade. Portanto, não obteve êxito na ação de controle do grupo autorizado.

Repudiamos as acusações dos Secretários Municipais de Vitória da Conquista, sendo que o HGVC foi o hospital que proporcionalmente menos vacinou sua equipe, apesar da importância que vem assumindo perante toda a pandemia.

A Direção do HGVC vem conversando com sua equipe de forma a atenuar o grande sentimento de frustração e indignação que se instaurou no corpo de funcionários da unidade, posto que a maior parte destes não serão contemplados nesta etapa da vacinação, e sequer conhecem o calendário das próximas etapas. Aproveitamos o ensejo para levantar o questionamento em relação ao fato de que em unidades da rede privada, funcionários, independente de serem ou não linha de frente tiveram acesso à vacinação.

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