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Crônica de um domingo chuvoso em que o Vasco caiu, Bené sumiu e meus filhos sorriram

dezembro 6, 2015

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Hoje é domingo, pé de cachimbo. Uma da tarde. Otávio Henrique fuma charuto e come sarapatel no Café Society; Ederivaldo Benedito dá um susto em seus amigos e ainda está sumido; a chuva já se foi, o calor volta “di cum força”; meu filho Giorlandinho me enviou uma foto sorrindo, de hoje, e Alice ainda […]

Die mär von Ulenspiegel und Lamme Goedzak e algumas das minhas lembranças

julho 21, 2015

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Guardo um livro em minha estante, que eu e meus irmãos chamávamos de O Livrão de Papai. Nas suas páginas estão curtas anotações feitas pelo meu pai ou pela minha mãe, sobre pequenas coisas do dia a dia da família, do tempo em que meu pai era vivo. São contas de somar, lembretes e até […]

Antes que as pontadinhas me calem. Uma carta

novembro 4, 2014

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Eu adoeço pouco, a última gripe de que me lembro eu estava com uns 14 anos. Nem dor de cabeça me incomoda. Já tive algumas muito chatas, depois de beber barris de cerveja misturados com tonéis de rum. Fora isso, se uma pontadinha se insinua, coloco as pontas dos dedos indicador e médio no local […]

O Natal que eu passei sozinho

dezembro 25, 2013

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Comecei a escrever às 23:45 do horário da Bahia. Em Mococa, onde meu filho passa o Natal com a família da esposa dele, é uma hora mais. Digamos, antes de qualquer coisa, que este texto, o qual não sei como acabará, serve para marcar um reencontro com o meu computador, depois de um mês. Enquanto […]

Leão, a transa dos cachorros, o besouro, a loucura e Florbela

setembro 4, 2013

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“Escreva. Em setembro não há nada.” Não há nada mais imperativo que a paixão. Dá ordens na mesma medida em que causa desordem. Na cabeça da gente, na vida, nas horas, nos dias e, principalmente, nas noites. Quando há paixão, as noites precisam ser completas. Ninguém resiste ao silêncio quando está apaixonado. Até mesmo a […]

Porque é preciso conter enquanto é cedo

agosto 31, 2013

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Há coisas que acontecem tarde. E de tão demoradas, se amarrotam, viram imagens antigas em tom sépia. Parecem ficar velhas. Viram lembranças curtas, intermitentes, que piscam qual vagalumes a reduzir o escuro do esquecimento. Mas acontece que quando são reencontradas tornam-se novas, causam alvoroço na alma, um pulsar mais intenso do coração, gotinhas de recordação […]

E Florbela disse sim.

agosto 28, 2013

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Lembranças. Cada um tem um jeito de vê-las. As pessoas da minha infância eu as vejo adultas, como se o tempo fosse hoje. Com Florbela está sendo assim. O rosto, com a boca marcante e os olhos bem abertos, e o corpo de mulher esguia são os mesmos que avistei no Iguatemi de Salvador há […]