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Sobre uma velha saudade, nada mais

maio 1, 2015

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– Não vai doer. A voz parecia distante, quase um sussurro, mas soava clara. Dizia para ele ficar tranquilo porque acabaria rápido. – Você quase não vai sentir. Tentando manter os olhos abertos ele se via deitado, nu e cercado de sombras. Sombras vestindo luvas. Luvas brancas. Lembrou-se do quadro de Rembrandt, A Lição de […]

A pedido de um amigo triste, para sua amada ler.

setembro 25, 2013

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Na minha última viagem dei a sorte de reencontrar um velho amigo na estação rodoviária. Já não nos víamos há uns dez anos. Ele vestia-se bem, camisa bem passada, mangas compridas por dentro da calça de sarja com jeito de nova. Elegante, embora me parecesse abatido. Ele percebeu que reparei na sua elegância e sem […]

Ah, essa velha limerência…

setembro 17, 2013

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(Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre; só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas) Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas. (E.E. Cumming. Tradução de Augusto de Campos. Ouvido na música de Zeca Baleiro) O que um […]

Seu olhar vale a pena. Ou: eu já amei assim II.

agosto 31, 2013

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Olá: Meu nome é Ben Hur Costa. Moro em Conquista. Gostaria de ter a sua consideração de ler o e-mail até o final. Não é vírus, nem é proposta de pirâmide. Rs. Imagino que esteja surpresa por receber um e-mail de alguém que você não conhece. Também deve estar surpresa porque eu tenho o seu […]

Um papo com a bruxinha que tem quatro corações

agosto 30, 2013

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– Você é sensível, poética, sincera, mas não é romântica, como nos romances de amor… é? – Sou sim. Muito. Acho que o que me difere das outras pessoas sensíveis, poéticas e românticas é que tenho a particularidade de não ter um coração apenas. Nasci com uma coisa genética, não digo doença, uma coisa genética, […]

Se ela disser que sim eu prossigo…

agosto 27, 2013

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Hoje eu posso confessar: sim, já tive muitos amores. Porque não se pode amar a um amor menos do que se amou ao que se foi ou ao amor que ainda virá.  Amar é uma coisa plena, ainda que nem sempre realizada. O meu primeiro amor foi Bela, sabem dele os que já leram o […]

A escolha de Bela

janeiro 17, 2012

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Eu tinha 11 anos. Ela, talvez, um ou dois a mais. Chamava-se Bela, não como parte de um nome maior ou um apelido para combinar com a sua formosura, era nome próprio mesmo. Bela morava numa casa enorme, vizinha à Maçonaria, na rua Alice Barros Figueiredo. Lembro que eu fazia de tudo para vê-la ou […]